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domingo, 3 de abril de 2011

OVELHA NEGRA de João Dias

Chamaram-me ovelha negra
Por não aceitar a regra
De ser coisa em vez de ser
Rasguei o manto do mito
E pedi mais infinito
Na urgência de viver

Caminhei vales e rios
Passei fomes passei frios
Bebi água dos meus olhos
Comi raízes de dor
Doeu-me o corpo de amor
Em leitos feitos de escolhos

Cansei as mãos e os braços
Em negativos abraços
De que a alma foi ausente
Do sangue das minhas veias
Ofereci taças bem cheias
À sede de toda a gente

Arranquei com os meus dedos
Migalhas de grão, segredos
Da terra, escaça de pão
Mas foi por mim que viveu
A alma que Deus me deu
Num corpo feito razão

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A Marcha da Mouraria, tem o seu quê de bairrista...

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Noite de Santo António em Lisboa

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